Às vezes os nossos sonhos caem no chão como pedacinhos de estrelas que pouco a pouco se apagam.
O nosso coração chora em silêncio, e quando as lágrimas caem, congelam todo o corpo.
O coração de tanto amar converte-se em gelo para não sofrer mais, para não chorar mais.
Quando olho o céu, dou conta que estão milhões de estrelas a olhar para mim, e cada uma é um sonho a ser cumprido.
E a força desses milhões no meu interior derreterá o gelo no meu coração. Apenas não deixo de acreditar, porque o amor e os meus sonhos são a única porta que ainda mantenho aberta.
Hoje preciso dum abraço bem apertadinho...
Ando devagar porque já tive pressa...
Levo esse sorriso porque já chorei demais...
Cada um de nós compõe a sua história...
Cada ser carrega em si o dom de ser capaz,
De ser feliz!
Não tenho culpa que os meus dias têm nascido completamente coloridos e que os outros cismam em querer borrar as minhas cores.
No meu mundo mais lindo e completo não consigo entender a existência dessas pessoas.
Mas o mundo aqui não é dos mais justos mesmo.
Até compreendo.
Mas mesmo assim, eu tenho bastantes lápis de cor.
Empresto para quem quiser pintar a vida, mas por favor, não borrem a minha.
A vida é da cor que nós a pintamos.
Os Namorados pobres
O namorado dá flores murchas à namorada,
E a namorada come as flores porque tem fome,
Não trocam cartas nem retratos nem anéis,
Porque são pobres.
Mas um dia têm medo de se esquecerem um do outro,
Então apanham um cordel e trocam alianças feitas de cordel,
Não podem combinar encontros porque não têm telefone nem morada,
Assim encontram-se por acaso e têm medo de não se voltarem a encontrar.
O acaso não os favorece.
Decidem nunca sair do mesmo sítio e ficarem juntos para sempre para não se perderem um do outro,
Procuram um sítio mas todos os sítios têm dono ou mudam de nome,
Então retiram dos dedos os anéis de cordel atam um anel ao outro e enforcam-se,
Mas a namorada tem de esperar pelo namorado porque o cordel só dá para um de cada vez,
O namorado descansa à sombra da figueira e a namorada baloiça na figueira.
O dono da figueira zanga-se com os namorados pobres porque julga que estão a roubar figos e andar de baloiço.
Autora Adília Lopes
Há dias em que o coração fala mais alto que a razão.
Muita das vezes deixa-nos sem palavras.
Quero dizer tanta coisa, mas não sei quais as palavras que tenho que usar.
Só sei dizer que tenho muitas saudades, que sempre desejei ter-te a meu lado e que te quero mais que tudo no mundo, quero a tua felicidade e a tua alegria de viver, quero ver-se sorrir.
Não quero secar-te uma, mas só uma lágrima que seja.
Se eu pudesse…tu sabes o que eu faria para te ver sempre feliz.