Esta peça em cerâmica conseguiu convencer-me a trazê-la para casa, apesar de ser industrial, mas foi logo à primeira, tinha que vir comigo.
É linda.
Coisinha mais linda...
Deixe passar em branco o dia da peosia (21 de Março), mas a biblioteca da minha cidade estava toda ornamentada nas paredes exteriores com poemas bem bonitos, e com muitos eventos para miúdos e graúdos.
Quando lá passar vou fotografar para postar.
O Andaime
O tempo que eu hei sonhado
Quantos anos foi de vida!
Ah, quanto do meu passado
Foi só a vida mentida
De um futuro imaginado!
Aqui à beira do rio
Sossego sem ter razão.
Este seu correr vazio
Figura, anônimo e frio,
A vida vivida em vão.
A ‘sp’rança que pouco alcança!
Que desejo vale o ensejo?
E uma bola de criança
Sobre mais que minha ‘s’prança,
Rola mais que o meu desejo.
Ondas do rio, tão leves
Que não sois ondas sequer,
Horas, dias, anos, breves
Passam — verduras ou neves
Que o mesmo sol faz morrer.
Gastei tudo que não tinha.
Sou mais velho do que sou.
A ilusão, que me mantinha,
Só no palco era rainha:
Despiu-se, e o reino acabou.
Leve som das águas lentas,
Gulosas da margem ida,
Que lembranças sonolentas
De esperanças nevoentas!
Que sonhos o sonho e a vida!
Que fiz de mim? Encontrei-me
Quando estava já perdido.
Impaciente deixei-me
Como a um louco que teime
No que lhe foi desmentido.
Som morto das águas mansas
Que correm por ter que ser,
Leva não só lembranças —
Mortas, porque hão de morrer.
Sou já o morto futuro.
Só um sonho me liga a mim —
O sonho atrasado e obscuro
Do que eu devera ser — muro
Do meu deserto jardim.
Ondas passadas, levai-me
Para o alvido do mar!
Ao que não serei legai-me,
Que cerquei com um andaime
A casa por fabricar.
Fernando Pessoa, in "Cancioneiro"
Tomei a ousadia de postar.
Coisa que eu não tive foram dúvidas.
A bimby fez o bigode a grandes máquinas... AHHHHHH...
Quem me envia as minhas fotos do balouço e as outras também????
Já fui tratar de encomendar a minha nova arma, para pôr a minha bimbinha de lado.
Vamos ver se tenho sorte.
Depois é que são elas!
Aí Valter, prepara-te para as minhas loucuras, aí é que eu tenho que aprender bem a lição, caso contrário, ficamos pela bimby.
Vamos ver o que se arranja…
Aceitem-me como eu sou porque não tenho garantias e nem tenho a pretensão de ser alguém perfeito.
Toda a perfeição não posso ter.
Eu sou como qualquer um.
Sou da espécie humana.
Sou capaz de errar. O erro, não é falta de caráter e errar faz parte da natureza humana.
Eu vivo, eu sorrio e eu também aprendo.
O meu conhecimento é incompleto.
Estou a procurar o tempo todo, nas horas que estou acordada e nas horas de sono.
Eu tenho um longo caminho a ser percorrido, assim como qualquer um tem.
Aprendemos as nossas lições pelo caminho.
Atingiremos a sabedoria.
Assim, por favor, aceitem-me como sou! Porque eu sou só eu. Apenas eu.
Não há ninguém igualzinho a mim no mundo.
Esta é a única garantia que dou.
É assim que eu me sinto.
Eu tenho um coração. Abram-me e podem vê-lo.
Por favor, quero ser bem tratada.
Ele (coração) é tudo que eu sou.