...é as pessoas acharem que podem dizer tudo sem ouvir o que as outras têm a dizer...
...é as pessoas pensarem que podem fazer dos outros parvos a toda a hora...
...é as pessoas criticarem as outras com base em suposições, sem verem o que elas próprias fazem...
...é as pessoas julgarem e acusarem os outros só porque assim parece que ficam mais leves...
...é as pessoas não se olharem ao espelho e admitirem que também falham...
...é as pessoas nunca usarem a palavra"desculpa", mas esperarem ouvi-la da boca dos outros...
...é as pessoas acreditarem que coincidências não existem, que o mundo é enorme e que tudo se pode esconder...
...é as pessoas desvalorizarem a inteligência das outras...é as pessoas não quererem saber que nem todos nos regemos pela mesma batuta de comportamentos...
...é as pessoas não perceberem que o melhor jogo é aquele que se joga limpo...
...é as pessoas viverem a pensar que ninguém é verdadeiro na sua essência...´
...é as pessoas esconderem-se por trás de argumentos tristes e de palavras conjugadas ao sabor de uma raiva que é delas mesmas...
...é as pessoas acharem que todas as outras são piores do que elas...
...é as pessoas não terem a coragem para admitir o que fazem e também o que não fazem...
...é as pessoas acharem que são o centro da vida das outras e que tudo gira à sua volta...
...é as pessoas pensarem que não há fumo sem fogo, nem duas sem três...
...é as pessoas acreditarem que estão no pleno direito de serem sempre donas e senhoras da razão...
...é as pessoas darem a volta ao prego, tentado assim pôr-se a salvo, nem que seja para se sentirem mais e melhores...
...é as pessoas partirem de pressupostos errados para tomarem decisões também elas erradas...
...é as pessoas serem cegas, mas tão tremendamente cegas, ao ponto de magoarem quem mais lhes quer bem!”
A confiança é o valor mais precioso na relação entre as pessoas. A mais pequena mossa, o mais leve risco, a mais superficial fissura nela infligida, jamais será apagada.
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...(são como as vaginas, cada mulher tem a sua e só a dá a quem quiser)
Tolerância, quem és tu?
Costumamos atuar em relação a ela, como diz o provérbio, "com dois pesos e duas medidas".
Tendemos a ser muito complacentes com os desvios da nossa conduta, isto quando os reconhecemos, e implacáveis com os outros, não lhes damos o tempo necessário para mudar ou para simplesmente fazer pequenos ajustes.
De facto, abandonar um mau hábito e atuar de modo completamente oposto é uma tarefa que exige esforço e as coisas não acontecem assim, com um estalar de dedos...mas quanto aos outros, exigimos que tudo ocorra no mesmo instante, esquecendo que as coisas e que cada um de nós têm seu ritmo natural.
É preciso usar a inteligência, mas principalmente o respeito por opiniões contrárias às nossas, para encontrar o caminho da comunicação entre as pessoas.
Inteligência e vontade de querer comunicar...ou então não...
É difícil mudar.
É difícil aceitar mudanças nas vidas a que nos habituámos.
É como se nos tirassem da nossa zona e do nosso espaço de conforto, aos quais já tínhamos criado rotinas.
Passamos a ter novas metas: incertas, desconhecidas, diferentes.
E de alguma forma, isso causa-nos incómodo e desinquietação, pois dá-nos a sensação de que não conhecemos a nossa própria vida, que nos estamos a perder em nós próprios, no nosso próprio caminho
É ter a sensação de que está tudo fora do nosso controlo, de que estamos a descarrilar de alguma forma.
Tudo à nossa volta muda, e de repente já não há volta a dar, ou mesmo que haja, será ainda mais difícil recuar, porém não impossível! Olhamos para o que temos e tudo parece irreconhecível, e não há nada que possamos fazer, porque a tomada de posição foi nossa e foi feita em consciência.
Ficamos presos, paralisados, enquanto o futuro nos encara de frente. E a última coisa que temos, é 100% de certeza de que o que vemos diante de nós, foi o que nós sempre desejámos!
É muito difícil mudar, não tenham ilusões, principalmente quando já nos desprendemos do que havia anteriormente.
É difícil aceitar que nada voltará a ser como antes, nunca mais. Ficamos com medo, receosos, inseguros, mas é inevitável. Mais cedo ou mais tarde, tudo muda, mesmo que não exista intervenção directa da nossa parte. Para melhor ou pior, tudo muda.
E nós temos que ser capazes de desistir de tudo o que tínhamos, de aceitar que o tempo passa e o que presente fica no passado. Temos que saber ser crescidos e mudar ao ritmo da vida, dançar ao passo dos acontecimentos.
Sendo fiéis a nós mesmos, acreditando sempre nos nossos princípios, e mantendo-nos eternamente colados aos nossos valores, temos que saber mudar também. Crescer. Evoluir enquanto pessoas, enquanto parceiros, enquanto humanos.
E num respirar fundo, aceitar com serenidade o que o fututo, o que o destino nos oferece!
E quando aprendemos a ver as diferenças entre as nossas convicções e aquilo em que realmente se tornou a nossa vida, quando reconhecemos que não podemos controlar tudo, e adquirimos a capacidade de aceitar, vamos percebendo a pouco e pouco, que estamos exactamente onde devíamos estar e que somos exactamente quem deveríamos ser.
Percebemos que os medos que temos fazem parte, e que com a experiência, adquirimos a capacidade de ver que eles vão continuar lá, sempre, mas cada vez mais pequeninos, mais controlados, menos donos de nós...ou então não, o medo faz de nós prisioneiros e torna-nos reféns de nós mesmos e de tudo em que sempre acreditámos!
E continuará a haver aqueles dias em que a saudade do passado aperta bem lá no fundo, mas com as cabeças erguidas e os corações abertos, saberemos soltar um sorriso ao recordá-lo, deixando que as lágrimas sejam de orgulho por tudo o que percorremos, que vencemos, que crescemos, mas principalmente por tudo o que somos e por tudo o que alcançamos, com mais ou com menos esforço e dedicação.
E será sempre assim.
Quer gostemos ou não, quer tenhamos a sensação de que um pedaço de nós nos é arrancado com cada mudança que sofremos, com cada desilusão com que nos deparamos, com cada ajuste que somos obrigados a fazer...será sempre assim...resta-nos manter a cabeça à superfície, e mesmo que sintamos uma dor que nos corta as entranhas, é preciso continuar a respirar!
... a solidão a dois é talvez mais terrível, porque inconfessada...
... dizer que se está só equivale a dizer ao outro que ele não existe ...
... é a rejeição total do outro ...
... a rejeição e a perda ...
... e quem está só, mesmo a dois, não tem condição de perder nada, nem mesmo aquilo que, na verdade, não tem ...
... os amigos do casao comentam: porque não se separam?...
... e nem vem resposta nem separação ...
... é o sofrimento parado, ou quando muito circular, dor que gira ao redor de si mesma procurando posição em que as feridas menos ardem, dor que não uiva frente à porta.
Dessapareceu a esperança. " Ele não me entende" não significa " Preciso encontra outro que me entenda" mas sim " Ninguém me entende, não há entendimento para mim" .
E nesse momento começa o círculo depressivo.
Moro no vente da noite:
Sou a jamais nascida.
E a cada instante aguardo vida.
A solidão sobretudo a dois, é defenida pela psicologia como intenso estado de depressão caracterizado por autopiedade e isolamento emocional.
A noite toda não pude dormir,
Pelo claro da lua na minha cama;
Ouvia sempre uma voz chamar,
Do Nada o Nada respondia: "SIM".
Porquê tanto medo da solidão?
Porque ela é vivida como perda irreparável, e como tal se identifica com a morte.
... há sempre um amanhã promissor à frente de uma mulher independente.
... um amanhã movimentado, vital, com trabalho, desafios, contas a pagar e dinheiros a receber, amigos a encontrar, homem a conhecer, ou a amar, ou a despachar.
... e fraquezas a vencer e forças novas com que se afirmar.
... a tristeza eventual, e o desãnimo, não são previlégio das mulheres independentes.
... PREVILÉGIO NOSSO É A FORMA COMO SAÍMOS DELES...