Evoluir enquanto pessoas, enquanto parceiros, enquanto humanos.
E num respirar fundo, aceitar com serenidade o que o futuro, o que o destino nos oferece!
E quando aprendemos a ver as diferenças entre as nossas convicções e aquilo em que realmente se tornou a nossa vida, quando reconhecemos que não podemos controlar tudo, e adquirimos a capacidade de aceitar, vamos percebendo a pouco e pouco, que estamos exactamente onde devíamos estar e que somos exactamente quem deveríamos ser.
Percebemos que os medos que temos fazem parte, e que com a experiência, adquirimos a capacidade de ver que eles vão continuar lá, sempre, mas cada vez mais pequeninos, mais controlados, menos donos de nós...ou então não, o medo faz de nós prisioneiros e torna-nos reféns de nós mesmos e de tudo em que sempre acreditámos!
E continuará a haver aqueles dias em que a saudade do passado aperta bem lá no fundo, mas com as cabeças erguidas e os corações abertos, saberemos soltar um sorriso ao recordá-lo, deixando que as lágrimas sejam de orgulho por tudo o que percorremos, que vencemos, que crescemos, mas principalmente por tudo o que somos e por tudo o que alcançamos, com mais ou com menos esforço e dedicação.
E será sempre assim.
Quer gostemos ou não, quer tenhamos a sensação de que um pedaço de nós nos é arrancado com cada mudança que sofremos, com cada desilusão com que nos deparamos, com cada ajuste que somos obrigados a fazer...será sempre assim...resta-nos manter a cabeça à superfície, e mesmo que sintamos uma dor que nos corta as entranhas, é preciso continuar a respirar!